Isolou – se em um dos cômodos, como
vinha fazendo sentado em uma velha cadeira,
Observou as moscas sobrevoarem a lâmpada,
Como se a comida cheirasse mal,
Como se a música fosse ruim.
E os Camaradas;
E os bares;
E as mulheres;
E a poesia;
Não lhe interessassem mais.
Já não
cheirava,
Já não era,
Já não queria
E
isso o chateava a cada dia,
Mais e mais.
E se arrependeu de ter se explicado tanto.
Mas já não se arrependia mais.
E
ouvia e obedecia,
E isso já não importava mais.
Mais importava (e nem Deus sabe o quanto).
E a caneta pesava e ele pensava,
Mas já não pensava mais.
Estava só.
Sozinho olhando seus mosquitinhos sujos.
Por Douglas Oliveira
300906

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