13 de outubro de 2011

O trono e a queda - Da depressão



Isolou – se em um dos cômodos, como
vinha fazendo sentado em uma velha cadeira,
Observou as moscas sobrevoarem a lâmpada,
E foi só.








Sentindo se muito só.
Como se a comida cheirasse mal,
Como se a música fosse ruim.


E os Camaradas;
E os bares;
E as mulheres;
E a poesia;
Não lhe interessassem mais.

Já não cheirava,
Já não era,
Já não queria
E isso o chateava a cada dia,
Mais e mais.
  
E se arrependeu de ter se explicado tanto.
Mas já não se arrependia mais.
  E ouvia e obedecia,
E isso já não importava mais.

Mais importava (e nem Deus sabe o quanto).
E a caneta pesava e ele pensava,
Mas já não pensava mais.
Estava só.

Sozinho olhando seus mosquitinhos sujos.


Por Douglas Oliveira
300906

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