12 de dezembro de 2011

O verdadeiro poeta não existe


O verbo e a palavra são conceitos genéricos. Genérica é a comunicação inexata, falha e limitada. A única linguagem realmente valida é a inexplorada linguagem dos sentidos.


A poesia e a prosa são atos falhos, por conceito, ineficientes, e é impossível expor de forma verossímil o que se pensa e o que se sente através de palavras. Sons que apenas ensaiam algum sentido, tentando contar coisas para um público interlocutor despreparado para as grandes revelações extras sensoriais, latentes sobre nossa pseudo-consciência, fruto da segunda idade das trevas.
Seremos a ultima coisa a desaparecer.  No fim do universo, antes do fim, nossa curiosidade aperfeiçoara nossa ínfima e primaria comunicação. A tecnologia e a ciência nos ensinaram o idioma do futuro, entenderemos a honestidade divina e sinestésica das sensações.
Com toda nossa história e conhecimento somos apenas crianças, que ainda não merecem ser levadas a serio, mas que carregam consigo um grande potencial, e a herança maldita da dualidade fadada a extinção em longo prazo e isso é um fato. Quem tiver olhos que veja quem tiver ouvidos que ouça.

Criatura, nossa realidade é baseada em ilusões. Aceite você ou não.
Isso não importa nada importa. Apenas o refinamento da experiência da tua existência tem algum valor. Faça o que quiser viva sua vida. Tente ser influenciado o mínimo possível. Por que somos sociáveis e influenciáveis. Lembre se da morte a cada segundo do seu dia, o Deuses verdadeiros dos homens nada mais são do que a morte, a lua e o sol e todos os ciclos naturais que compõe o equilíbrio da vida sobre a face desse planeta.


O homem realmente iluminado não carrega ilusões e esperanças tolas, aceita  o que não entende e tenta conhecer tudo que já e entendido, carrega seu  fardo e se aceita como uma criatura curiosa e de natureza consequentemente falha.
E é só...


O desespero ensina a abnegação ensina, mas a grande mestra professora é e sempre será a morte. E o grande mestre e professor é o sexo... Morte e vida.
Nunca haverá explicação é assim e pronto (ou não).
A dualidade inimiga do homem esta fadada a extinção...
Os velhos viraram esterco, e os jovens pouco a pouco trilharam o caminho das novas palavras, o novo idioma acabara com as falhas.



A população mundial vai diminuir...
E abandonara um planeta moribundo, algum dia nós seremos velhos...
E os novos se tornaram velhos...
Essa e a canção secreta de Shiva.
A canção secreta de Ares e a canção secreta do diabo da serpente cristã.
Ninguém sabe de nada!
A complexidade não prova, não comprova ou alivia nada apenas justifica a vaidade dos autores.
Eu tenho medo e escrevo, não quero morrer e escrevo, tenho orgulho e escrevo, estou confuso e escrevo... Amo a no efêmero e escrevo, nunca serei lido ainda sim escrevo... Num auto culto de admiração vaidosa, e é exatamente por isso que escrevo.
Por que eu vi, porque não tem importância, e a morte me ensinou que cada segundo e sagrado (apesar de eu se esquecer disso às vezes).
Porque aceitei que meu amor e vida são poeira ao vento.
São a última carreira de cocaína, e minha vontade de colher feijões ou uvas numa cidade interiorana e simples.

O mel cresce em meus lábios e o veneno toma meu coração, amo minhas crias, mas já não sou escravo do medo, nem sei mais quais são os dragões do meu medo, se há um limite a ser cruzado, eu acho que já cruzei...

Na minha humilde opinião, o poeta verdadeiro teria que ter ganhado passe VIP para entrar nos lugares proibidos...
Um verdadeiro poeta enfrentaria os inimigos...
O poeta sapateia na barba do diabo, se desapega do medo e corre em direção ao perigo, em direção ao prazer e ao desconhecido.
A real sensação de desespero e a falta de controle são a droga desse poeta, o perigo seu amigo de copo.

O verdadeiro poeta teria um vicio incurável, precisaria de muletas, um poeta nunca foge de uma boa briga.
Adora o sexo e a morte, e sempre tem algum segredo sujo escondido, de certo odeia alguma coisa de coração, e sempre ama alguém ate as tripas, é um pervertido em algum grau e não se da bem com suas próprias lágrimas.
O verdadeiro poeta é a escoria, um marginal, um fodido que nunca quis ser poeta. É um desiludido, um suicida, um encrenqueiro, uma tela em branco uma visão apocalíptica e visceral... Rosas efêmeras... E pichações vulgares nas portas de banheiros públicos e masculinos... 

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