O verbo e a palavra são conceitos
genéricos. Genérica é a comunicação inexata, falha e limitada. A única linguagem
realmente valida é a inexplorada linguagem dos sentidos.
A poesia e a prosa são atos falhos,
por conceito, ineficientes, e é impossível expor de forma verossímil o que se
pensa e o que se sente através de palavras. Sons que apenas ensaiam algum
sentido, tentando contar coisas para um público interlocutor despreparado para
as grandes revelações extras sensoriais, latentes sobre nossa
pseudo-consciência, fruto da segunda idade das trevas.
Seremos a
ultima coisa a desaparecer. No fim do
universo, antes do fim, nossa curiosidade aperfeiçoara nossa ínfima e primaria
comunicação. A tecnologia e a ciência nos ensinaram o idioma do futuro,
entenderemos a honestidade divina e sinestésica das sensações.
Com toda nossa história e
conhecimento somos apenas crianças, que ainda não merecem ser levadas a serio, mas
que carregam consigo um grande potencial, e a herança maldita da dualidade
fadada a extinção em longo prazo e isso é um fato. Quem tiver olhos que veja
quem tiver ouvidos que ouça.
Criatura, nossa realidade é baseada
em ilusões. Aceite você ou não.
Isso não importa nada importa. Apenas
o refinamento da experiência da tua existência tem algum valor. Faça o que
quiser viva sua vida. Tente ser influenciado o mínimo possível. Por que somos
sociáveis e influenciáveis. Lembre se da morte a cada segundo do seu dia, o
Deuses verdadeiros dos homens nada mais são do que a morte, a lua e o sol e todos os
ciclos naturais que compõe o equilíbrio da vida sobre a face desse planeta.
O homem realmente iluminado não
carrega ilusões e esperanças tolas, aceita
o que não entende e tenta conhecer tudo que já e entendido, carrega
seu fardo e se aceita como uma criatura
curiosa e de natureza consequentemente falha.
E é só...
O desespero ensina a abnegação
ensina, mas a grande mestra professora é e sempre será a morte. E o grande
mestre e professor é o sexo... Morte e vida.
Nunca haverá explicação é assim e
pronto (ou não).
A dualidade inimiga do homem esta
fadada a extinção...
Os velhos viraram esterco, e os
jovens pouco a pouco trilharam o caminho das novas palavras, o novo idioma
acabara com as falhas.
E abandonara um planeta moribundo,
algum dia nós seremos velhos...
E os novos se tornaram velhos...
Essa e a canção secreta de Shiva.
A canção secreta de Ares e a canção
secreta do diabo da serpente cristã.
Ninguém sabe de nada!
A complexidade não prova, não
comprova ou alivia nada apenas justifica a vaidade dos autores.
Eu tenho medo e escrevo, não quero
morrer e escrevo, tenho orgulho e escrevo, estou confuso e escrevo... Amo a no
efêmero e escrevo, nunca serei lido ainda sim escrevo... Num auto culto de
admiração vaidosa, e é exatamente por isso que escrevo.
Por que eu vi, porque não tem
importância, e a morte me ensinou que cada segundo e sagrado (apesar de eu se
esquecer disso às vezes).
Porque aceitei que meu amor e vida
são poeira ao vento.
São a última carreira de cocaína, e
minha vontade de colher feijões ou uvas numa cidade interiorana e simples.
O mel cresce em meus lábios e o
veneno toma meu coração, amo minhas crias, mas já não sou escravo do medo, nem
sei mais quais são os dragões do meu medo, se há um limite a ser cruzado, eu acho que já
cruzei...
Na minha humilde opinião, o poeta verdadeiro teria que ter ganhado passe VIP para entrar nos lugares proibidos...
Um verdadeiro poeta enfrentaria os
inimigos...
O poeta sapateia na barba do diabo, se
desapega do medo e corre em direção ao perigo, em direção ao prazer e ao
desconhecido.
A real sensação de desespero e a
falta de controle são a droga desse poeta, o perigo seu amigo de copo.
O verdadeiro poeta teria um vicio
incurável, precisaria de muletas, um poeta nunca foge de uma boa briga.
Adora o sexo e a morte, e sempre tem
algum segredo sujo escondido, de certo odeia alguma coisa de coração, e sempre
ama alguém ate as tripas, é um pervertido em algum grau e não se da bem com
suas próprias lágrimas.
O verdadeiro poeta é a escoria, um
marginal, um fodido que nunca quis ser poeta. É um desiludido, um suicida, um
encrenqueiro, uma tela em branco uma visão apocalíptica e visceral... Rosas
efêmeras... E pichações vulgares nas portas de banheiros públicos e
masculinos...






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