22 de novembro de 2011

Meu canto em desencanto





O que te importa, já não me importa mais
Opinar, não opino,
Intrometer-me jamais
Ainda sim te velo toda noite
Como uma besta sem dentes...

Espero carinho, 
espero um açoite, 
espero qualquer coisa,
pra que eu fique vivo
mas, o sol nasce, e nada.
Nada.

E nada.

Nada de brilhante ou pra clarear
Falta-me luz,
E a força não vem.
Quero cozinhar, mas o gás acabou.
Acabou também
Quero chegar em casa,
Mas meu ônibus não vêm
E não tem ninguém
Que vá pro mesmo lugar
Que eu
Que queira caminhar
Comigo

E há tanto perigo
Que eu...

Ninguém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário