Naquela noite,
Agente bebeu a garrafa inteira de vinho.
As gargalhadas chegamos no quarto,
Com ela me fazendo de bobo por todo o caminho.
Mas era eu que deixava por que estava apaixonado.
Ela então fechou a porta,
E me falou da cerimonia
E de certo valor que deveria ser acertado.
Dei lhe então as moedas,
Atirei a sobre a cama
Fiz trejeitos de menino,
Que tem sede de quem ama.
Ela sorriu e eu chorei
Mas disfarcei na mesma hora,
Pois eu concordo com os velhos que me ensinaram que um homem,
Quando homem, raramente chora.
E agora mais seria, ganhei dela um abraço.
Chegou se junto, corpo com corpo
E no meu peito com seu peito
Houve um laço.
E foi nessa hora que sorri, por nunca ter encontrado
O desabafo silencioso na chata da rotina
Ou o verdadeiro amor
De uma dessas meninas...
E segurando minha mão ela me diz:
"foi frio sem você aqui"
e segurando aquela mão eu agradeço:
"Obrigado por existir!"
E foi sincero e eu agradeço toda vez
Nos dois o choro os risos e a marguerita
Minha cartola sobre a cama, que era inútil.
Pois ali havia encontrado finalmente a minha vida
E ela me devolveu o metal por tantos loucos cobiçado
Se foi amor, não quero ser julgado.
Mas no final daquela noite embriagados
Dormimos abraçados...
Como eu queria
A ter recolhido nos braços me fez
E semi nua pés descalços
Eu faria algo bom.
Depois era só tomar jeito
De bom homem bom amante
Poeta delirante...
Mais um cidadão comum.
Mas eis que veio sol,
E sua luz varou aquele véu que encobria a janela
Como que só pra iluminar
Também queria ter os olhos dela.
E eu que sempre fui louco
Fiquei bobo mais um pouco porem feliz agora
Pois sabia que era aurora
E eu havia acordado ao lado dela
A noite inteira bebendo na fonte que era ela
Me pois pra pensar e optei por ela.
Enveredei-me num novo amor.
E fiz a promessa de muda.
Quando desci, ela ainda dormia.
E por mais quatro dias eu estive pelo bar
Zé Galego, que era o dono veio rindo todo patrono.
Com noticia pra me dar
Sou bom malandro
Não perdi o remelexo
Mas confesso que seu queixo
Passou foi perto de gritar.
Quando ele me disse
Que ela havia ido embora
Que me devolvia a cartola
E me mandava prum tal lugar...
Como eu queria que você pudesse ter contado comigo
Ser teu pai seu amigo existir só pra te ter
Nunca mais ficar sozinho te almoçar bebendo vinho
E contigo envelhecer
Ela andou
Feito moça de respeito
Deitou se só no meu peito
Mas se cansou de esperar.
E eu me lembro sempre do quem duvidar não discuta
Pois que ama vai a luta que certo dia ela me diz
Nosso amor vai ser eterno tal qual céu e o inferno
o boêmio e a meretriz.
26052005

Nenhum comentário:
Postar um comentário