Corpos que se consomem
Num misto de prazer e loucura.
Doçura indevida,
Carne proibida.
Corpos ternos recipientes do ego.
Alter egos,
Acariciando se numa cama de motel,
Devorando se destroem,
enquanto a vida caminha para um inevitavel desfecho.
São as vontades que nos atacam,
assim como gaivotas famintas atacam o sereno oceano.
Agora já não sou mais
perdido em teu corpo,
Encontro um breve momento de paz.
Estou completo,
E estou completamente só.
E o que nos resta apenas,
e a triste perspectiva da morte,
a morte surda, breve sem sentido.
Enquanto te possuo definhamos.
Não há tristesa nisso,
Tao pouco explicação.
Mal nos damos conta,
Simplesmente é a vida,
Vida simples vúlneravel sem sentido.
São desejos, necessidades e canções antigas
São as tardes de Domingo
E as histórias que merecem ser contadas
São tuas coxas tua boca e teus gemidos.
Enquanto te quero eu sinto,
E me pergunto,
Deus, o que é isso que sinto?
Por que criaste uma criatura tão bela,
porque me deste um corpo e uma alma
tao cheios de desejo...
Este é um dos poemas mais antigos de minha autoria, a questão do desejo, assim como ele é, como belo e não como proibido, sua importância sua mentira e sua ilusão. A bela loucura e a não razão da palavra, que é maravilhosamente única, desejo.

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