E eu desejei desintegrarme naquela floresta escura,
Cair como cai a folha da arvore,
fluir como a àgua do rio.
Ser terra que só é terra,
ser bicho que não se sabe ser.
Morrer como quem acorda,
e dormir ao anoitecer.
Ser o fogo aceso, não mais o andarilho,
Que sozinho descança o cansaço da jornada.
Querendo ser a trilha,
Que se percorre e se admira.
A curva que não se sabe o que vai ser,
Não este peregrino da alvorada
Que se vai ao amanhecer.
Assim não carregaria o fardo trocado
das desculpas que não foram dadas.
Feito estaria e não em constante criação....
Nem dúvida ou medo,
ou chamado coração...
estaria em todo lugar
vindo do nada
sem destino...
indo pra lugar nenhum.

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